Tecnologia e medicina unidas na prevenção e tratamento da COVID-19

Até o início da pandemia, muitas pessoas desconheciam o termo telemedicina. De acordo com um artigo publicado na revista científica Science, houve um aumento exponencial de consultas nesse modelo que tornou-se uma ferramenta valiosa para conectar remotamente profissionais de saúde e pacientes. Ainda de acordo com o estudo, 91% dos pacientes que utilizaram a telemedicina tiveram uma boa experiência e, desses, 78% voltariam a usar. Ainda, conforme o texto, houve uma redução em 42% na redução de casos de emergência.

 

A telemedicina, que é regulamentada pelo DHHS e auditada pela HIPAA (comparável à LGPD no Brasil), representou em 2020 17% de todos os atendimentos primários e, de acordo com um relatório da McKinsey de 2021, 40% dos entrevistados acreditam que continuarão a utilizar o serviço. Mesmo em um cenário pós-pandêmico, as pessoas entenderam o valor do tratamento de um especialista e, com a inovação e tecnologia aliadas, o serviço está ao alcance de todos.

 

Como explica a Dra. Laura Uchoa, com consultório situado na Flórida e que atende atualmente cerca de 100 pacientes por dia: “a telemedicina é o uso de telecomunicações para receber os cuidados de saúde de que você precisa enquanto pratica o distanciamento social. Tudo o que você precisa é de um telefone ou um dispositivo habilitado para internet para continuar seus cuidados de saúde.  A telemedicina facilita os pacientes serem atendidos através de vídeo e de maneira eficaz.”

 

Nos Estados Unidos, onde já foram registrados mais de 76 milhões de casos e beirando aos 900 mil mortos, além das superlotações em hospitais e postos de saúde, a médica ainda ressalta o quanto o contato primário é importante: “Há dois anos que estamos combatendo esse vírus que vem afetando o mundo inteiro. Uso um protocolo que ajuda a diminuir os sintomas e prevenção para que os pacientes não tenham que vir ao hospital.”

 

Segundo o Department of Health and Human Services (DHHS), já são cinco as variantes que merecem atenção: ômicron, delta, alfa, beta e gama; e duas variantes de interesse: lambda e mu. As variantes de interesse são aquelas que também foram identificadas, mas que ainda não mostram risco na facilidade de transmissão ou de gravidade das variantes de preocupação. Todas as variantes de interesse, assim como as de preocupação, estão em constante monitorização e avaliação, podendo ser reclassificadas quando não representam risco elevado para a população.

A revista Forbes aponta que o novo normal é a ascensão da telemedicina. Mesmo com pendências regulatórias ou mesmo desconhecimento daqueles que não tem muita intimidade com a tecnologia, a telemedicina vem ganhando terreno. Na matéria, dados de 2020 já anunciavam a tendência “as visitas virtuais são fáceis de serem adotadas tanto para o paciente quanto para o médico”, já que mesmo as pessoas que vivem em áreas distantes e sem acesso a internet, ainda podem receber uma consulta pelo telefone. Muito ainda está por vir, entretanto, o novo normal já está onipresente no que tange a saúde.

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