Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino: Nathália Secco é a única mulher à frente de um hub de startups do agronegócio

Divulgação Nathalia Secco, CEO Orchestra

Ela fundou o Orchestra Innovation Center, uma aceleradora de agrifood techs globais, em Rio Verde (GO), uma das capitais do agronegócio brasileiro

Celebrado em 19 de novembro, o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para incentivar e apoiar mulheres empreendedoras globalmente e combater a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. No Brasil, elas vêm crescendo no mundo dos negócios: são 30 milhões de mulheres empreendedoras, quase metade da força empreendedora do país, segundo o Global Entrepreneurship Monitor. Só em 2020, esse número cresceu 40%, de acordo com a Rede Mulher Empreendedora, também impulsionado pela necessidade gerada pela pandemia de Covid-19.

No ecossistema de startups no país, porém, as mulheres ainda são minoria na liderança. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), apenas 15,7% das startups nacionais têm à frente uma mulher. Entre as brasileiras que enfrentam essa estatística está Nathália Secco, fundadora e CEO do Orchestra Innovation Center (orchestracenter.com), localizado em Rio Verde (GO), município considerado uma das capitais brasileiras do agronegócio. Ela é a única mulher à frente de um hub de startups do agronegócio no país.

Natural de Rio Verde, Nathália começou a carreira no agronegócio como Chief Innovation Officer na Fertiverde, empresa consolidada no setor com 36 anos de atuação, durante o MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, em 2015. Nathália, que também é Venture Capital Executive pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e Leadership Executive pela Universidade de Stanford, fundou a Orchestra Innovation Center, aceleradora especializada em agrifood techs, em 2019, e a Orchestra Ventures, fundo de venture capital da aceleradora, em 2021, com o propósito de revolucionar o agronegócio e impactar o cenário global de produção de alimentos. Tendo se tornado uma empresária de destaque com apenas 28 anos, entrou para a lista da Forbes Under 30 de 2020 na categoria Tecnologia e Inovação.

Hoje ela lidera o Orchestra Ventures, fundo de Venture Capital da empresa, que prevê investimentos de até R$ 6 milhões em startups neste ano. “O critério do trabalho da Orchestra não é investimento em grande quantidade de startups; mas sim em uma escolha mais assertiva de startups mais maduras, que apresentam menor risco, sejam brasileiras ou globais, capazes de viabilizar soluções mais efetivas para o mercado brasileiro e crescerem por aqui”, afirma Nathália Secco, fundadora e CEO da aceleradora. “Acreditamos que uma agrifood tech validada no sudoeste goiano consiga aplicar e replicar sua tecnologia ou produto a nível global.”

O modelo das agrifood techs surgiu da necessidade de criar soluções globais para a sustentabilidade. Segundo o levantamento da OECD-FAO Agricultural Outlook (https://www.agri-outlook.org/), atualmente, 1/3 da produção mundial de alimentos é perdida e desperdiçada, e 8,9% da população global (690 milhões de pessoas) passaram fome em 2020, 60 milhões de pessoas a mais nos últimos cinco anos. Estima-se também que até 2050 o mundo terá 9,7 bilhões de pessoas, o que só agravaria esses problemas.

“Diante desse cenário, existe muito espaço para termos ainda mais eficiência na cadeia do agronegócio, gerando maior controle da produção e de forma sustentável. O mercado agro nacional busca soluções e pode ser muito beneficiado pelas agrifood techs, além de impactar positivamente na oferta global de alimentos”, avalia Nathália Secco.

Sobre o Orchestra Innovation Center é uma aceleradora de startups do agronegócio especializada em investimento e crescimento de agrifood techs globais, startups que usam tecnologias com foco em práticas agroindustriais mais sustentáveis. Fundada em junho de 2019 por Nathália Secco, Venture Capital Executive pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e Leadership Executive pela Universidade de Stanford. Com sede na cidade de Rio Verde (GO), uma das capitais brasileiras do agronegócio, é uma spin-off da Fertiverde, empresa brasileira criada, em 1986, por uma família de agricultores gaúchos pioneiros na região. Com apenas dois anos no mercado, atua a nível global, já realizou dois ciclos completos de aceleração e conta com um programa em realização com inscrições abertas.

 

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