Pesquisas reforçam baixo risco para a contaminação do coronavírus no transporte coletivo

As 12 medidas reforçadas com a Campanha Protocolo Transporte Seguro e adotadas em Goiânia e região metropolitana por todas as operadoras de ônibus vêm garantido a segurança sanitária nos ônibus neste período de pandemia

De acordo com o gráfico produzido pela Associação Médica do Texas (TMA, sigla em inglês), nos Estados Unidos, e apresentado, no final de janeiro, pela superintendente de Vigilância Sanitária da Secretária Estadual de Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, o maior índice de contaminação por Covid-19 se dá por aglomerações em bares, restaurantes, eventos e estabelecimentos afins. O transporte público sequer aparece entre as 30 atividades cotidianas com risco de contágio por covid-19.

A tabela foi elaborada por um grupo de 14 médicos da força-tarefa de covid-19 e do Comitê de Doenças Infecciosas da TMA, são especialistas em saúde pública, epidemiologia e infectologia, e foi apresentada na conferência com prefeitos, parlamentares, empresários e sociedade civil, no intuito de discutir a pandemia em Goiás.

 Outras pesquisas internacionais

Apesar de terem surgido no início da pandemia diversos questionamentos sobre o risco de transmissão da Covid-19 no transporte público, mais uma vez, os dados mostram que são outras atividades simples do dia a dia que oferecem grandes riscos de contágio. Foi o que apontou a pesquisa da Universidade de Stanford, na Califórnia, publicado no início de novembro (10), na revista científica “Nature”. O levantamento aponta restaurantes e academias como os lugares com maior chance de transmissão entre pessoas sem máscara.

Imperial College London, instituição britânica que atua com foco em ciência, engenharia e medicina, realizou testes no final de 2020, com o objetivo era detectar a presença do coronavírus na rede de transportes de Londres, composta por metrô e ônibus. Os resultados foram extremamente tranquilizadores já que o teste deu negativo para Covid-19 em superfícies e no ar no metrô de Londres ou nos ônibus da cidade.

Este foi o segundo levantamento realizado pelos cientistas e em ambos os resultados foram negativos. Apesar dos enormes desafios enfrentados pelo setor de transporte público em todo o mundo, o sistema tem desempenhado um papel essencial durante a pandemia e esse trabalho de conscientização é fundamental para a recuperação social e econômica.

Protocolo Transporte Seguro

A ideia de que no transporte coletivo tem um ambiente com alto nível de transmissão já vem sendo desmistificada. E foi com o objetivo de sistematizar as iniciativas e gerar mais segurança para passageiros e motoristas, que a Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Centro-Oeste (Fetrasul) lançou, em meio à pandemia, a campanha Protocolo Transporte Seguro em Goiânia e região metropolitana.

“São 12 medidas para garantir uma viagem mais segura no transporte público coletivo. Envolve, por exemplo, ônibus circulando sempre com as janelas abertas, higienização dos terminais, garagens e veículos, disponibilização de álcool nos terminais e garagens, e de de máscaras para todos os funcionários, além de ações de conscientização e monitoramento.”, explica Alessandro Moura Vice-presidente do SET e porta-voz da Empresas de Transportes Rodoviários do Centro-Oeste do Brasil (Fetrasul).

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