Privacidade e Segurança é o novo Recursos Humanos – Entenda o que é a LGPD e seu impacto no RH

Mauricio Dorninger

Um caminho sem volta se abre para o RH neste ano, fazendo uma transformação sem precedentes em toda a sua estrutura, a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, que veio pra sacudir todos os processos dos setores de RH, TI e Jurídicos das empresas.

 

*Por Mauricio Dorninger

Enquanto pensávamos que a grande questão no futuro de gestão de pessoas seria a forma como geri-las, descobrimos que gerir as informações e dados coletados que é, e que será a marca de um RH moderno e adaptado a nova realidade do mundo.

Isto porque informação se tornou o maior ativo de uma empresa, e não pessoas. O RH é uma das áreas que mais utilizam informações em diversas fases de seus processos, desde o candidato na entrega do currículo ou no cadastro de uma vaga até nos processos operacionais (departamento pessoal). E com a nova lei, a forma como isso foi gerenciado até aqui, já não serve mais, a ponto de que o grande desafio dos RHs será de desenvolver uma cultura de segurança da informação, e cultivar em todos como um novo valor, passando a ser a menina dos olhos do RH e das empresas.

A lei tem como o objetivo proteger e garantir a privacidade e a proteção, e assegura o direito a propriedade do que é cedido. Em outras palavras, as informações que cedemos para as empresas, desde um simples cadastro até em um fechamento de contrato, só poderá ser usada pela empresa mediante a nossa clara autorização, e caberá a empresa justificar os motivos do uso, e até quando ela necessitará das informações, caso o titular das informações entenda que a empresa não deverá deter essa informação. Ele tem o total direito de exigir que elimine qualquer informação ao seu respeito do seu banco de dados.

Isso é um empoderamento relevante, em que as próprias pessoas gerenciarão o que o mundo corporativo e o mercado sabem sobre elas. Esta é a grande virada cultural nas empresas e caberá ao RH desenvolver políticas e processos para se adequarem dentro da lei, inclusive em lidar de forma mais segura com os dados considerados sensíveis (dados sobre sexo, religião, gênero, opções políticas), que deverão ter garantia de sigilo e segurança.

Este é um caminho sem volta, pois cada vez mais o setor utiliza a tecnologia, e quanto mais o seu uso, maior a quantidade de informações geradas, com mais controle, regras e limitações. A grande pergunta do RH para o agora é: quem são os donos dos dados?

*Mauricio Dorninger é diretor executivo da Speed People

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