Cemitérios de Anápolis experimentam abandono e inúmeros problemas estruturais

O atual estado dos cemitérios públicos de Anápolis, cidade de cerca de 390 mil habitantes situada 48km a nordeste de Goiânia, evidenciam uma série de problemas que tornam esses lugares uma fonte de transtornos tanto para o poder público municipal, que os administra, como para os parentes das pessoas que foram sepultadas nestes locais.

Graves questões de natureza ambiental, estrutural e até socioeconômicas são uma constante nestes campos santos. Ciente desta questão, a Prefeitura de Anápolis fez um chamamento para que empresas especializadas em levantamentos e diagnósticos dos problemas que atingem os cemitérios fizessem um raio-X desses locais e apontassem as principais deficiências. E os resultados foram aterradores, conforme estudo realizado pela Ibiza Construtora.

              Há três cemitérios públicos na cidade, o São Miguel é o mais antigo. Localizado na região central, ele não comporta mais nem um sepultamento de pessoas que lá não possuem um jazigo, já que todo o seu terreno está inteiramente ocupado. Já o Cemitério Park, localizado no Vivian Park, ainda que disponha de uma vasta área dedicada à abertura de novas sepulturas e embora tenha sido inaugurado no fim dos anos 1970, padece de uma série de problemas que vão do desabamento dos túmulos até o acúmulo de lixo e mato, vandalismo, depredação e outras ações decorrentes da ação humana. O terceiro, de menor tamanho, é o cemitério São João Batista, no distrito de Interlândia, a 18km de Centro de Anápolis.

               Entre as soluções urgentes que a futura concessionária da gestão dos cemitérios terá de promover estão iniciativas como melhorar a infraestrutura dos locais, no que tange, em especial, à acessibilidade, à pavimentação e/ou calçamento das ruas internas entre as quadras, à sinalização para localização dos túmulos, à melhoria da iluminação e dos pontos de abastecimento de água, à construção e/ou reestruturação das capelas, salas de velórios, veleiros, e escritórios de administração dos cemitérios. Também é necessária a construção de rampas e demais equipamentos de acessibilidade, a melhoria e/ou construção de sanitários e estacionamentos, onde for possível, e ao paisagismo e ajardinamento dos locais, todos esses problemas comuns e recorrentes nos três campos santos. Além de questões como a melhoria no sistema de drenagem e escoamento das águas pluviais e da contaminação ambiental. Outra deficiência premente é no que diz respeito ao registro da documentação dos sepultados e de seus familiares, cujo sistema não é informatizado e, por isso, em alguns casos, já até se perderam.

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