Atividade empresarial da Zona Euro em desaceleração

A atividade empresarial da Zona Euro continua a atenuar a sua desaceleração em junho, pelo segundo mês consecutivo, graças ao relaxamento dos confinamentos decretados para travar a pandemia de coronavírus, segundo a consultora Markit.

O índice PMI composto da atividade total da Zona Euro publicado esta terça-feira ficou nos 47,55 pontos em junho (mais quinze que em maio), muito acima do mínimo de 13,6 pontos de abril e já próximo dos 50 pontos que separam o crescimento da descida.

A produção industrial e a atividade do sector dos serviços voltaram a cair, este último setor de forma mais intensa, embora ambos tenham apresentado taxas de contração muito menores pelo segundo mês consecutivo.

Apesar da queda na atividade total resultante da pandemia, inclusivamente com o encerramento de empresas não essenciais, em junho assistiu-se ao relaxamento das medidas de contenção da COVID-19, o que ajudou muitas empresas a reabrir as suas portas e impulsionou uma maior procura de bens e serviços.

Com este desconfinamento aumentou também o otimismo para os próximos doze meses, até ao seu nível mais elevado desde fevereiro.

Contudo, as preocupações com a falta de procura levaram a um quarto mês consecutivo de cortes de postos de trabalho que, embora moderados em ambos setores, foram mais acentuados na indústria devido a cortes na capacidade de produção.

Entretanto, os preços médios cobrados por bens e serviços caíram pelo quarto mês consecutivo, embora de forma mais moderada, uma vez que as empresas voltaram a estabelecer descontos generalizados para impulsionar as vendas.

Embora seja ainda provável que o PIB do segundo trimestre tenha caído “a um ritmo sem precedentes”, a Markit considera que a melhoria do índice PMI “dá mais substância às expetativas de que a flexibilização das restrições de contenção vai ajudar a pôr fim à desaceleração à medida que se entra no verão”.

No entanto, estima que o PIB vai cair mais de 8% em 2020 e que, apesar do começo da recuperação no terceiro trimestre, “o seu impulso poderá atenuar rapidamente”, pelo que o PIB da Zona Euro “irá demorar cerca de três anos a recuperar o seu nível anterior à pandemia”.

Fonte:EFE

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