Sindimed diz que problema de PA de pediatria no Hospital Júlio Muller não está resolvido

Após ser barrado de participar da reunião provocada por denúncia de médicos ao Sindicato ocorrida nesta segunda-feira(09) às 10h na administração do Hospital Universitário Júlio Muller(HUJM), com a participação do Conselho Regional de Medicina(CRM) e os pediatras da unidade,  o  Sindicato dos Médicos(Sindimed) veio a público esclarecer que o problema não está resolvido ainda.

“Na sexta-feira(06)  houve uma reunião entre o CRM, diretoria clínica e pediatras do HUJM. Na segunda, a conversa foi outra. O que houve foi um acordo de boca que vai se fazer um processo seletivo que deve demorar 02 meses, mas não houve acordo formal, apenas encaminhamentos. E o problema de falta de pediatras deve continuar.  Porque mesmo que seja feita a contratação em regime de urgência provisoriamente de 04 neonatologistas  como foi falado, não há  prazo definido. Enquanto isso as equipes que já estão atuando terão que se desdobrar para continuar atendendo durante a semana e ainda dobrar no fim de semana. Mas tudo de boca. Que acordo é esse?” questiona o diretor de comunicação do Sindimed  Adeildo Lucena.

Os pediatras tem que atender alojamento, enfermaria, unidade semi-intensiva, rede cegonha e ainda o pronto-atendimento de pediatria e sala de parto. “O profissional vai ser responsabilizado por ter que escolher quem atender se houver uma intercorrência. O PA fechou porque o número de pediatras é insuficiente para tocar o serviço. Antes eram residentes estudantes de medicina que não podem ficar sozinhos na sala de parto. Como o Julio Muller é um hospital de referencia para gestação de alto risco tem que ter  pediatra com treinamento para essa finalidade”,  disse ele.

Segundo os pediatras que acionaram o Sindimed e que estiveram presentes na reunião, há previsão para homologação de pediatras concursados, mas só para julho ou agosto, ou seja,  até lá quem já trabalha durante a semana terá que ajudar no fim de semana recebendo hora extra. Essa foi a única medida imediata anunciada, mas sem garantias, que ainda assim é paliativa pelo atendimento que o hospital que é referência estadual. ”O mesmo pediatra que tem que trabalhar durante a semana e se desdobrar escolhendo se atende na sala de parto ou no alojamento terá que fazer a mesma coisa no plantão do fim de semana. Aí vem o CRM e o HUJM dizerm que chegaram a um acordo?”, pergunta Adeildo.

“O Sindimed quer saber  quem vai responder quando surgirem  02 intercorrências? O médico, certamente. Hoje o HUJM tem mais gente trabalhando nos setores administrativos do que profissional na assistência. Lamentável que 40 anos de serviço de uma unidade de referencia esteja nessa situação. Quem perde com o fechamento do PA é o ensino e a população, que vai ter que recorrer às Policlínicas superlotadas da Capital”, completou Adeildo.

Adeildo explica que os residentes não podem ficar sozinhos atendendo na assistência sem um professor junto, um médico preceptor. Afinal, estão em fase de formação.

O Sindimed vai reunir com os médicos pediatras e fazer uma assembleia com a categoria para se propor uma ação para a contratação de pediatras em caráter emergencial até que se faça o processo seletivo.

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