Cooperativismo na contramão do desemprego

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Em Goiás, 220 cooperativas alcançaram 12.078 novos empregos em 2018, um aumento de 24% no número de vagas em cinco anos. No Brasil, crescimento é de 17,8%

O cooperativismo no Brasil acumula um saldo positivo na geração de empregos, fazendo frente à recuperação, ainda lenta, da economia brasileira. Entre 2014 e 2018, as 6 mil cooperativas do País geraram 64,3 mil novas vagas e somam, hoje, 425,3 mil profissionais – um crescimento de 17,8%, no período. Os dados foram publicados no “Anuário do Cooperativismo Brasileiro”.

Em Goiás, as 220 cooperativas alcançaram 12.078 postos de trabalho, com um aumento de 24% no número de vagas nos últimos cinco anos, segundo dados do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB-GO). Na comparação com 2017, o crescimento de novas vagas no cooperativismo goiano foi de 8,7% e ficou acima da média nacional, de 6,8%. Os números de emprego formal em cooperativas do Estado são puxados pelos ramos agropecuário, saúde e crédito.

Em todo o país, 50 milhões de pessoas estão ligadas ao cooperativismo – considerados os empregados, cooperados e núcleos familiares. Em Goiás, esse número chega a cerca de 950 mil pessoas envolvidas no modelo de negócio cooperativista. “Temos um modelo de negócios diferenciado, que reúne pessoas em torno de um objetivo econômico, divide custos e responsabilidades e que se preocupa com o social. Por isso, somos mais resilientes nos momentos de crise”, afirma o presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, Luís Alberto Pereira.

Novas Oportunidades

A profissional Cláudia Priscilla Oliveira Santos é assistente de negócios (Pessoa Física e Jurídica) na cooperativa de crédito Sicredi Cerrado. Ela foi contratada há três meses, depois de trabalhar seis anos como correspondente do Banco do Brasil. “Estava aguardando uma possibilidade”, afirma. Ela comenta, ainda, que sempre viu o sistema cooperativo com brilho nos olhos. “No cooperativismo, existem mais oportunidades de crescimento e aprendizado”, completa.

Já a colaboradora Jéssica Ferreira dos Santos, que trabalha em cooperativas há oito anos, aproveitou uma nova oportunidade, sem sair do setor. Ela foi contratada, em junho, para atuar como auxiliar de Departamento Pessoal na Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo). “O cooperativismo tem crescido bastante e tem aberto muitas oportunidades de emprego e de crescimento também”, avalia.

Diferencial

Para Cláudia Priscilla, o diferencial do cooperativismo é a cultura organizacional, principalmente o modo como é feito o relacionamento entre gestor e colaboradores. “Existe muita transparência e muita empatia (acho que empatia é a palavra-chave). Eles realmente se colocam no nosso lugar”, pontua. A partir de agora, ela espera especializar-se e profissionalizar-se ainda mais. “As oportunidades já existem e eu só preciso estar capacitada para isso. E essa capacitação o sistema também oferece. [Ou seja] Depende mais de mim”, finaliza.

Sobre o Sistema OCB/SESCOOP-GO

O Sistema OCB/SESCOOP-GO é a instituição responsável pela representação, defesa, formação e desenvolvimento do cooperativismo em Goiás, também chamada de Casa do Cooperativismo Goiano. Reúne as duas entidades locais que trabalham pelas cooperativas do Estado:

– OCB-GO: é o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás, que defende os interesses institucionais, políticos e socioeconômicos do cooperativismo goiano e presta serviços de suporte administrativo, técnico e logístico, de natureza sindical e organizacional.

– SESCOOP/GO: é o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Goiás, braço educacional do Sistema, que promove formação e capacitação técnico-profissional do público cooperativista goiano (cooperados, empregados e dirigentes).