E a Alfabetização, como vai?

Foto reprodução: Oi Educa
*Por Fátima Araújo
Fátima Araújo é Coordenadora do Programa Agrinho do Senar Goiás

Hoje domingo, 08, comemoramos o Dia Internacional da Alfabetização. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1967 e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Como objetivo principal, ele marca a discussão no mundo inteiro sobre assuntos e questões voltadas à alfabetização, sua importância principalmente em países com elevado índice de analfabetismo. Mas a pergunta que não quer calar: “Como vai o processo de alfabetização ou a sua ausência/ineficiência no Brasil e no mundo?”

Segundo a UNESCO, em 2018, cerca de 617 milhões de crianças e adolescentes não tinham alcançado habilidades mínimas como leitura e interpretação do que se lê. É um número alto e não para por aí já que 750 milhões de jovens e adultos não sabem ler ou escrever. Ou seja, se não se teve oportunidade de letramento na infância os efeitos se potencializam na vida adulta. Isto sem falar nos analfabetos funcionais, ou melhor, aqueles que são tidos como “alfabetizados”, mas que não passam da assinatura do próprio nome.

Diante deste cenário, devolver às crianças, jovens e adultos o direito de sonhar com um mundo letrado para si passa então a ser desafio não apenas para governos e agentes de educação, mas também para instituições em geral, bem como toda a sociedade. Diante deste cenário, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) juntamente com empresas parceiras e demais entidades implementaram há 12 anos o Programa Agrinho em território goiano. Desde sua primeira década os 246 municípios do Estado já haviam sido beneficiados, e em 2019 são mais de duas centenas destes.

A cada ano um tema específico é proposto sendo a atual edição intitulada “Cresce Campo e Cidade com Saúde e Sustentabilidade”. Com formação inicial e continuada, aliadas a suporte técnico são disponibilizados para que criatividade e desempenho de estudante e seus mestres sejam instigados rendendo milhares de trabalhos que concorrem a centenas de prêmios em uma das etapas do programa na qual se realiza o concurso. Assim incentivamos a prática pedagógica, o conhecimento visando um futuro melhor a todos os envolvidos no programa.

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