Crioterapia: Técnica ameniza a queda de cabelos durante a quimioterapia

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Tratamento não é indicado para todos os pacientes de cancer

O cancer é uma das doencas que mais mata no mundo. De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Cancer), estima-se que 600 mil novos casos da doenca ocorram no Brasil.

A quimioterapia, apesar de agressiva, ainda é um de seus principais tratamentos. Minimizar os efeitos deste procedimento sempre foi um desafio para a medicina, principalmente quando se trata da queda de cabelos após as sessões.

A crioterapia é uma técnica que possibilita a reducão dos impactos da quimioterapia durante o tratamento, e ainda, auxilia na preservacão da autoestima do paciente.

O procedimento consiste no resfriamento do couro cabeludo através de uma touca, que deve ser colocada 30 minutos antes do início da quimio e não pode ser retirada até uma hora e meia após o procedimento.

“Com a baixa temperatura, o fluxo sanguíneo nos folículos capilares diminui, reduzindo a quantidade de medicamento que chega na região e amenizando a possibilidade de queda dos fios durante o tratamento”, conta a dermatologista e especialista em medicina capilar, Luciana Passoni.

De acordo com a médica, geralmente a crioterapia não apresenta efeitos colaterais, salvo alguns casos onde o paciente desenvolve sensibilidade na região após o início do tratamento. “O procedimento é aceito durante o tratamento da maioria dos canceres, mas não é indicado para pacientes com leucemia, linfoma ou que apresentem alergia no couro cabeludo”, explica Passoni.

Segundo pesquisas, estima-se que a taxa de preservacão dos cabelos varia de 70 a 100%. Apesar de famosa ao redor do mundo, principalmente na recuperacão muscular de atletas, a crioterapia só chegou ao Brasil em 2016.

Desde então, é uma alternativa para amenizar os efeitos emocionais do cancer ao paciente, como a ansiedade, o estresse e a autoestima.

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