…Afinal, o que é a felicidade e o que nos torna mais felizes?

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Por ser um sentimento subjetivo, a felicidade é difícil de ser definida. Filósofos, teólogos, psicólogos e até economistas têm procurado descrever o que é a felicidade, no entanto, sem chegar a um consenso.

Por Thais Varzoni, psicóloga pela University of North Florida com anos de experiência em saúde da mulher, mestre em neuropsicologia e mestre em Psicologia Clínica, é membro da Associação Americana de Psicologia e da Associação Americana de Medicina Assistida

Desde a década de 1990, um ramo inteiro da psicologia, a psicologia positiva, tem se dedicado a não somente explicar a felicidade como também propagá-la. Mais do que simplesmente positivismo, a felicidade é um estado de bem-estar que abrange viver uma boa vida,  isto é, viver de maneira significativa e satisfatória.

A felicidade pode contribuir para a prevenção e promoção da saúde, ajudando também nos mecanismos de enfrentamento das doenças. Sentimentos de positividade e contentamento parecem beneficiar a saúde cardiovascular, o sistema imunológico, os níveis de inflamação e a pressão arterial, entre outras coisas. Pode também trazer elementos para a compreensão do bem-estar subjetivo, que é definido pela ausência de depressão e presença de estados cognitivos e emoções positivas. A felicidade tem sido também associada a maior expectativa e qualidade de vida.

A procura pela felicidade é uma busca universal. Pesquisadores descobriram que pessoas do mundo todo classificam a felicidade como uma das suas prioridades, colocando-a no mesmo patamar que viver uma vida significativa, enriquecer e ir para o céu.

Mas o que precisamos fazer para ter a tão almejada felicidade? Primeiramente temos que acabar com o que eu chamo de “mitos de felicidade”, crenças que certas conquistas (casamento, filhos, emprego, riqueza) nos farão felizes para sempre, e que certos fracassos ou adversidades (problemas de saúde, divórcio, dificuldades financeiras) irão nos fazer infelizes para sempre. A felicidade não é o resultado da oscilação de momentos alegres. Na verdade, a psicologia positiva acredita que para alcançar a felicidade normalmente momentos de considerável desconforto também estão envolvidos. Que são os principais momentos da vida ( de felicidade ou infelicidade), que nos proporciona oportunidades para  renovação, crescimento ou mudança significativa. É como você encara estes momentos que realmente importa.

A psicologia positiva propõe que não existe uma “fórmula para a felicidade”, nem uma direção certa para o fracasso.  Sugerindo que o que muita gente aceita como precursores da felicidade (poder aquisitivo, idade, gênero, eventos externos) pode não ser suficiente para a maioria das pessoas.  O dinheiro é importante para a felicidade, mas apenas até certo ponto. Quando se supera o necessário para sobreviver com dignidade (água, comida e saneamento básico), o aumento do poder aquisitivo não tem correlação com um aumento significativo dos níveis de felicidade. Porém outras coisas podem interferir na sua habilidade de ser feliz, tais como genética, experiência de vida, realizações pessoais, estado civil, relações sociais, entre outras coisas.

Se entre os principais objetivos da Psicologia Positiva está o conhecimento daquilo que vivenciamos e entendemos como felicidade é porque, em última instância, isso favorece as condições necessárias para que as pessoas possam viver uma vida plena a partir de suas próprias escolhas. Isso significa escolher uma vida que aceita as escolhas passadas, tem otimismo em relação ao futuro e um senso de contentamento e bem estar com o presente.

A escolha é sua, seja feliz !!

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