EUA: Trump suspende atividades do governo até que parlamento assine o financiamento do muro com o México

Anúncio

O governo dos Estados Unidos ficará parcialmente encerrado pelo menos até dia 27 de dezembro, quinta-feira, suspendendo assim algumas das suas agências perante a falta de fundos que surge na sequência de um impasse entre Donald Trump e as duas câmaras do Congresso para a construção de um muro na fronteira com o México.

A greve parcial, vigente desde este domingo, vai continuar até pelo menos ao dia 27 deste mês surge depois de o líder da maioria republicana no Senado, e presidente da câmara, Mitch McConnell, ter anunciado a suspensão dos trabalhos até quinta-feira.

A paralização parcial acontece quando os diferentes órgãos de poder político nos EUA (Câmara dos Representantes, Senado e a Casa Branca) demoram a chegar a um acordo quanto ao orçamento para determinadas agências estatais (algumas delas são obrigadas a suspenderem atividades e  enviar funcionários para casa).

A decisão de paralização dos trabalhos foi tomada porque, de acordo com aquele político republicano, não há ainda condições para desfazer o atual impasse para ser aprovado um orçamento que permita a Donald Trump levar avante a construção do muro e é possível que o shutdown continue até aos primeiros dias de 2019.

À semelhança daquilo que Donald Trump tem feito, Mitch McConnell deixou críticas aos democratas por não acederem ao pedido de Donald Trump, que quer um financiamento de 5,7 mil milhões de dólares para construir um muro na fronteira com o México.

O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, atribuiu a culpa da paralizaçao ao Presidente dos EUA.

Cabe ao Senado encerrar este impasse.

Depois das eleições intercalares de novembro deste ano, o republicanos mantiveram a maioria naquela câmara, com 53 senadores do seu lado. Os democratas têm 45 e sobram ainda dois independentes — Bernie Sanders, do Vermont, que tendencialmente vota com os democratas; Angus King, Maine, que costuma estar do lado dos republicanos.

Ao contrário do que se costuma passar com a maioria das votações, que necessitam apenas uma maioria de 51 votos favoráveis, esta que diz respeito à canalização de 5 mil milhões de euros para a construção do muro com o México precisa de 60 — equivalente a três quintos da câmara.

Este é o último esforço de Donald Trump para levar adiante uma das suas maiores e mais importantes promessas eleitorais — e tudo indica que, pelo menos nos próximos tempos, não passará disso.

Isso porque em 3 de janeiro tomam posse os novos congressistas — e, a partir dessa data, a Câmara dos Representantes vai voltar a ter uma maioria de democratas. Como é precisamente dali que partem todas as propostas orçamentais — que depois precisam de ser aprovadas pelo Senado —, é pouco provável que venha a partir de lá nos próximos tempos um esforço para fazer cumprir uma medida de Donald Trump.

Assim, ao Presidente dos EUA e à sua promessa, só resta uma corrida contra o tempo.

Anúncio