Bolsonaro – o candidato fake

Rita Gomes Todeschini
Rita Gomes Todeschini – Empresária, Analista Politica e colaboradora do site Na Pauta Online.

Desde a última quinta-feira, estamos vivendo uma montanha russa de instabilidade democrática.

Depois de uma denúncia feita pela Folha de São Paulo, onde afirma que o candidato a presidência Jair Bolsonaro está envolvido num epicentro de uma ação orquestrada – adoro essa palavra – para disseminar notícias falsas via WhatsApp, mais conhecidas como fakesnews, contra seu adversário Fernando Haddad.

Entre as notícias falsas estão: que ele foi o pior prefeito do Brasil, e incita o povo a pesquisar no Google de maneira falsa, onde aparecem páginas de sites não confiáveis, como por exemplo a Folha Política que nada tem a ver com o grupo Folha e que até já recebeu dinheiro do então deputado federal, e agora estadual, Fernando Francischini.

A empresa responsável pelo site, Novo Brasil Empreendimentos, recebeu durante seis meses o valor R$4.000,00 direto do gabinete do deputado, que é coordenador da campanha do candidato.

Sem contar que essa tática de disseminar notícias falsas, matérias falsas, trabalhar com robôs no twitter e espionagem com grampos ilegais é uma pratica habitual usada pelo deputado, lembrando que durante a sua passagem pelo governo de Paulo Hartung (ES) entre 2003 a 2006, se não me falhe a memória, pois este fato é excluído da sua biografia, teria sido acusado de ter mandado grampear todos os órgãos públicos do Estado do Espirito Santo, políticos, empresários e até uma emissoras de TV, tudo de forma ilegal.

O caso foi tão chocante e envolvia segredos guardados a sete chaves e depois enterrados, que abafaram a CPI dos Grampos. Dizem que ele relembrava a todo instante que tinha em mãos nomes estratégicos da política e empresariado local, para esvaziar a CPI, o que de fato aconteceu.

Sem contar que ele e o governador foram denunciados pela ONU em 2010 pela chacina ocorrida em um presidio do Estado: http://www.global.org.br/wp-content/uploads/2015/09/SistemaPrisionalES_2011.pdf

Não foi muito diferente com o que aconteceu no Distrito Federal a qual eu fui uma das vítimas, do chamado caso Fakes do GDF.

Não nego, fui uma idiota útil, até porque tinha transito livre no PSDB e ele usou isso a seu favor. Na época era umas das vozes mais atuantes contra o governo Agnelo, não por ele ser do PT, mas sim por seu governo ser medíocre mesmo, por estarmos totalmente sem governo, a cidade estava um caos na saúde, no transporte público, etc..
Naquela época não existia WhatsApp, era Twitter mesmo.

Por outro lado, criou-se robôs que se intitulavam defensores do GDF, os quais acreditei que de fato estavam ligados ao GDF e para defender o Governador. E no meio disso começou meu inferno.

Envolveram a minha família: marido e filho. A coisa só parou quando fiz um Boletim de Ocorrência.


Ai a coisa ficou estranha, teve processo o qual não fui notificada, quase sai presa do TJDF, matéria falsa na Veja para ter uma justificativa jurídica para arquivar tanto a investigação quanto o processo criminal, abertos em decorrência do meu B.O. No caso da Folha a matéria não serve como prova, já no meu caso.

E tudo isso para descobrir que nem o Agnelo nem o PT tinham nada a ver com isso, mas sim o Delegado Valentão, descoberta essa, fruto de dois anos de investigação solitária, por isso aproveito a coluna para pedir desculpas ao ex governador Agnelo Queiros, por tê-lo acusado levianamente.

Já o Luciano Hang, que supostamente estaria pagando por esta tática nojenta, além de ser um dos maiores divulgadores das mesma, além de ter se utilizado da Lei Rouanet, para incentivar a “cultura” também já foi condenado por crime financeiro e lavagem de dinheiro. Ou seja, são todos iguais.

Hoje já teve o Bolsonaro Júnior 1, numa palestra dizendo que se o STF arguir qualquer coisa… Sei lá, que recebeu uma doação ilegal de 100 reais do José da Silva… E impugna a candidatura dele… Eu não acho isso improvável, mas aí vai ter que pagar para ver.

Será que eles vão ter essa força mesmo? O pessoal até brinca lá. Eles dizem: se você quiser fechar o STF sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo“…

Esta frase não foi um exemplo, foi algo que ele sabia que poderia acontecer, sem contar que o WhatsApp baniu o número de um dos Bolsonaros filhos, logo após a denúncia, levando a deduzir que a reportagem da Folha, não é tão falsa assim, para quem acredita nele, tenho 100% de certeza que é verdadeira.

E eu ainda tenho que ouvir a ministra Rosa Weber dizer que: “Gostaríamos de ter uma solução pronta e eficaz. Não temos. A novidade é a velocidade da divulgação e difusão dessas notícias que são deletérias. Este ponto constitui uma novidade, porque, no embate eleitoral, sabemos que há excessos que se cometem. Esses excessos são apurados pela Justiça Eleitoral no tempo devido. O TSE tem dado no que tange à propaganda irregular uma resposta pronta e efetiva.”…

Simples ministra, aplica a lei que o próprio TSE redigiu.