Partidos PSD e PMN inviabilizam candidaturas a deputado estadual

Partido político é um grupo organizado, legalmente formado, com base em formas voluntárias de participação numa associação orientada para ocupar o poder político. (Wikipédia)

…para ocupar o poder. É isso mesmo produção? Ao que tudo indica sim. E no estado de Goiás não poderia ser diferente. Pois bem, os até então pré-candidatos a deputados estaduais das siglas PSD e PMN, foram surpreendidos pela direção estadual dos partidos.

O primeiro PSD, é dirigido pelo professor universitário e ex-deputado federal, candidato ao senado em 2014 e derrotado Vilmar Rocha, que ocupou por anos uma pasta no primeiro escalão do governo Marconi Perillo, e quis porque quis impor seu nome como candidato ao senado pela chamada base aliada nas eleições de 2018. Não colou! E o que Vilmar fez? Começou a atacar o governo, até ser convidado a deixar a pasta a qual era secretário. Mas Vilmar não se conformou e iniciou uma saga pelo estado atrás de pré-candidatos a deputados estaduais com chances inclusive de fazer de 2 a 3 cadeiras na Assembléia Legislativa de Goiás. As vésperas do encerramento do prazo de filiações partidárias, Vilmar dá a primeira bolada nas costas dos então ludibriados pré-candidatos que se filiaram ao PSD, e filia dois deputados com mandatos e com mais chances de serem eleitos do que os que haviam se filiado para disputar o mandato.

Superado o primeiro trauma, no dia da convenção do partido, a segunda bolada nas costas, o PSD coliga proporcionalmente a chapa de deputados estaduais com o PTB, que tem em seus quadros para disputar a eleição de deputado estadual:

Deputado Henrique Arantes  que obteve nas últimas eleições – 42.414 votos
Deputado Carlos Antônio que obteve nas últimas eleições – 28.093
Deputado Julio da Retifica que obteve nas últimas eleições- 27.664
Deputado Daniel Messac que obteve nas últimas eleições- 27.142

Foi ou não foi uma dupla bolada nas costas dos pré-candidatos que não tem mandato de deputados estaduais do PSD ?

Mas quem não deixou de fazer surpresinha para seus pré-candidatos a deputados estaduais também, foi o presidente do diretório estadual do PMN, Eduardo Angelo de Macedo, este não se sabe quem é, de onde veio, e para onde vai.

O presidente da sigla PMN, assim como Vilmar Rocha, peregrinou por todo o estado, na busca de bons nomes para montar uma chapa igualitária e competitiva à Assembléia Legislativa do Estado.

Cheguei a acompanhar algumas filiações que a época eram realizadas no escritório político do Senador Ronaldo Caiado. Lá aos candidatos que chegavam para se filiar ao PMN era estendido uma espécie de “tapete vermelho”, abraços, apertos de mãos, fotos e claro, sempre a promessa do presidente da sigla, de que não haveria surpresa na montagem da chapa, e que o PMN não aceitaria nenhum filiado com mandato de deputado, o que tranquilizou os novos filiados e pré-candidatos.

Mas, assim como Vilmar Rocha do PSD, Eduardo deu uma bolada e das grandes nas costas de seus pré-candidatos a deputados estaduais, sem consultar nenhum dos filiados e candidatos, fechou coligação com o partido PRTB, que tem como candidato a reeleição o atual deputado Charles Bento que obteve nas últimas eleições 19.429 votos.

E agora José?

Agora resta aos pré-candidatos tanto do PSD como do PMN, chorar, reclamar e se conformar.

Com mais esse episódio sórdido, vem a tona de que realmente a ideia de candidaturas avulsas sem a obrigatoriedade de se filiar a um partido  politico, é mais que viável.

Com a palavra o ministro Luís Roberto Barroso relator de uma ação no STF, que prevê a possibilidade de candidatos não filiados a partidos disputarem as eleições.

*Por Fabricio Magalhāes