Pelo menos 23 mortos e 107 feridos em atentado no Afeganistão

O ataque, no qual morreu um colaborador da agência de notícias France-Presse, foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico. O balanço das vítimas ainda pode aumentar.

O atentado suicida que visou no domingo, em Cabul, o general Abdul Rashid Dostum, vice-Presidente de regresso do exílio, causou pelo menos 23 mortos e 107 feridos, indicou esta segunda-feira um novo balanço das autoridades.

“Este balanço ainda pode aumentar”, disse o porta-voz do Ministério do Interior afegão Najib Danish.

O ataque, no qual morreu um colaborador da agência de notícias France-Presse, foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O bombista suicida acionou os explosivos no meio da multidão que esperava o “senhor da guerra” de Jowzjan, no norte do país, à saída do aeroporto internacional de Cabul. A caravana de veículos blindados tinha acabado de passar e o general Dostum e comitiva saíram ilesos do ataque.

Temido e poderoso senhor da guerra do norte do Afeganistão e primeiro vice-presidente, o general Abdul Rashid Dostum regressou a Cabul após um ano de exílio na Turquia.

Dostum, que deve retomar as funções de vice-presidente, apesar das acusações de tortura e violação que o obrigaram a deixar o país em 2017, é o segundo “senhor da guerra” afegão a regressar à capital, depois de Gulbuddin Hekmatyar, conhecido como o “açougueiro de Cabul”, ter voltado em maio do ano passado, após 20 anos de exílio.

A comunidade internacional acusou Dostum de, em 2016, ter capturado o rival político Ahmad Eshchi, a quem submeteu a espancamentos, tortura e violação sexual. Antes, já tinha sido acusado de, em 2001, ter fechado milhares de talibãs em contentores onde os deixou morrer asfixiados.

À medida que se aproxima a data das legislativas de outubro e das eleições presidenciais, previstas no próximo ano, o Presidente afegão, Ashraf Ghani, procura consolidar a calma no norte do país, bastião de Dostum, ameaçado pelos ataques dos talibãs e do EI.

O/PT