Tripulantes da Ryanair preparam-se para greves que vão afetar toda a Europa

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Sindicatos denunciam que os tripulantes têm de pagar a água que bebem a bordo dos aviões.

 

Os tripulantes da Ryanair são obrigados a comprar água nos aviões como se fossem clientes, a um preço de 3 euros por garrafa de água, denunciou o jornal irlandês Irish Times Charlotte Hall, da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes.

“As tripulações da Ryanair trabalham em condições de desidratação. Estão dentro de aviões durante seis horas sem poderem desembarcar”, disse a responsável sindical ao jornal irlandês, numa reunião de tripulantes esta sexta-feira em Dublin.

“O empregador diz que eles têm de comprar água ao mesmo preço que um cliente, por três euros por uma garrafa de água, ou então têm de levar água suficiente para se manterem hidratados”, acrescentou o lider sindical.

Descontentes com a falta de progresso das negociações entre sindicatos e administração para melhorar as condições de trabalho, as tripulações de cabine da Ryanair preparam-se para fazer duas greves este mês: uma de 24 horas já na próxima quinta-feira, 12 de julho, só de pilotos, na Irlanda; e outra nos dias 25 e 26 de julho, que envolve as tripulações de vários países da Europa.

Os tripulantes irlandeses estiveram reunidos em Dublin para um encontro em que discutiram “algumas das mudanças mais importantes que querem ver nos seus empregos”, segundo explicou ao jornal irlandês a responsável sindical.

Os tripulantes da Ryanair nem conseguem muitas vezes reportar aos seus superiores que estão doentes e que por isso não podem ir trabalhar. Não conseguem, disse a responsável, “efetivamente estar ao telefone com alguém do controlo de tripulações para reportar que estão doentes”.

Em resposta ao Irish Times, a Ryanair declarou que “já está envolvida em negociações extensivas com os sindicatos nacionais dos tripulantes em toda a Europa, nas quais estes e outros assuntos estão a ser negociados” e sublinhou ainda que já concluiu acordos no Reino Unido e em Itália.

Mas a greve segue prevista.

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