Suzana Alves, ex-Tiazinha, se prepara para a sua volta como atriz à televisão

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Suzana Alves, ex-Tiazinha comemora papel em nova minissérie bíblica da Record

Rio – Suzana Alves, ex-Tiazinha, se prepara para a sua volta como atriz à televisão. Ela vai viver a personagem Laila na nova minissérie da Record, ‘Lia’, que estreia no próximo dia 26.

“Vamos entrar no horário de ‘Apocalipse’. A Laila é uma mulher dura, que sofre com o comportamento rude do marido, Labão (Theo Becker), e trata mal a enteada, Lia (Bruna Pazinato)”, comenta Suzana, sobre a nova produção bíblica da emissora, que contará a história de Lia e Raquel, esposas de Jacó.

“Defendo minhas personagens sempre. Se você não acreditar, ninguém acredita. Apesar da Laila ter o lado da maldade, é sofrida. Tentei humanizá-la. Minha construção foi voltada pra abraçar essa personagem como um ser verdadeiro. Ela termina a trama de outra forma”.

TRAJETÓRIA REINVENTADA

Suzana gosta mesmo de significados. E esclarece também o do seu nome. “A tradução é flor de lírio. Ele nasce da lama e se transforma numa flor cheirosa, linda. Acredito nisso, apesar das dificuldades, penso que devemos tentar florir, renascer sempre”, diz.

Celebrando 25 anos de carreira, ela, que começou no teatro aos 13, hoje analisa com maturidade o fenômeno que foi sua personagem dos anos 1990, a Tiazinha.

“Trabalhava como modelo de comerciais e depois de alguns anos compus a Tiazinha. Ali foi mesmo minha composição cênica. Um programa que ninguém conhecia (‘Programa H’, com Luciano Huck, na Band) e fez um boom no Brasil todo”, lembra. “Depois disso, quis voltar a fazer teatro. Trabalhei com Grupo Tapa, Antunes Filho, Juca de Oliveira, Antonio Abujamra. Fui me encontrar de novo como atriz. Era um sonho viver da profissão. E depois do Ben, quis voltar também pra carreira de atriz em TV”.

E ela encerra o assunto afirmando não ter ingratidão pela criação e a experiência vivida. “Hoje, posso falar com esse distanciamento. Na época, tinha só 18, 19 anos. Tive que parar faculdade, andar com segurança. Não tinha vida própria, liberdade, aquilo me sufocava. Voltei pra minha essência. Podia dar essa entrevista pra você agora frustrada, sem ter tomado o caminho que queria. Fui me reinventar. Hoje, as pessoas respeitam minha história. Entendem que quem deu vida à Tiazinha foi a Suzana”.

Por Jornal O Dia

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